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quinta-feira, 18 de março de 2010

Greve dos servidores Prefeitura estuda maneira de melhorar proposta de reajuste para funcionários públicos

OPOSICÃO SINDICAL CUTISTA


Greve dos servidores - Prefeitura estuda maneira de melhorar proposta de reajuste para funcionários públicos

GUTO SILVEIRA - antonio.silveira@gazetaderibeirao.com.br

Gazeta de Ribeirão -FONTE http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1678890&area=92020&authent=B39E12291053000A2719B280EAB901
- A INTEGRA ESTA NO JORNAL IMPRESSO DO DIA 18/03/2010

Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais (SSM) devem voltar a se reunir hoje com secretários municipais para a discutir as reivindicações da categoria. Ontem pela manhã, o presidente do SSM, Wagner Rodrigues, entregou na Prefeitura o ofício que avisa sobra a decisão de paralisação a partir de terça-feira.

A greve foi aprovada em assembleia na noite de anteontem, mas nova reunião dos servidores acontece hoje partir das 18h, para informar os servidores em caso de novos avanços na negociação ou para reafirmar a greve já deflagrada.

"A Prefeitura já assinalou que quer retomar o diálogo e informou que os secretários estão levantando informações financeiras. Pode ser que nova proposta seja feita", disse Wagner.

O secretário de Governo, William Latuf, disse ontem à tarde que a prefeita Dárcy Vera (DEM) e os secretários Marco Antonio dos Santos (Administração) e Manoel Saraiva (Fazenda) estavam mesmo fazendo levantamentos ontem. "Vamos ver se é possível melhorar a proposta. Por enquanto, foi oferecida apenas a reposição da inflação", afirmou Latuf.

Ontem à noite, a prefeita se reuniu com os três secretários (incluindo Latuf), Lair Luchesi Júnior (presidente da Fundação Pedro II) e o assessor Reinaldo Takarabe, para discutir o assunto. O sindicato deve ser chamado hoje pela manhã para uma reunião.

O SSM pede a reposição da inflação, de 4,31%, mais 2% de seguro de vida (prometido no ano passado, mas ainda não aplicado) e 9,58%, que representa o excesso de arrecadação de 2009, além de um Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), pagamento da licença-prêmio antes da data prevista pela Prefeitura, a partir de julho, aumento no valor da nutricional dos aposentados (hoje R$ 65) entre outros pedidos.

A Prefeitura concordou, até agora, em pagar a reposição de 4,31%, conceder 13,96% de reajuste no vale-alimentação (o sindicato pede 15,89%) e em contratar uma consultoria para elaborar o PCCS. Mas a administração pretende publicar o edital de licitação em abril, o que seria proibido pela Justiça Eleitoral.

Fetam critica o sindicato

O diretor da Federação dos Trabalhadores da Administração Municipal (Fetam-SP/CUT), Alexandre Pastova, disse que a forma de pedido de reajuste feita pelo Sindicato dos Servidores, pode dificultar as conquistas. Para ele, o equívoco está em detalhar os percentuais. "Da forma como foi feita a reivindicação, o sindicato pediu a reposição da inflação e a Prefeitura concordou. Estamos dispostos a ir para a greve, mas há risco que o movimento seja julgado ilegal", disse. Segundo Pastova, uma saída seria reivindicar o percentual de 15,89% sem detalhar ou incluir na pauta as perdas dos servidores em 2005, quando a administração não concedeu reajuste salarial, mas um abono de R$ 70 que, depois, foi incorporado aos salários, de forma linear. "Quem ganhava o piso teve reajuste de mais de 12%, mas parte dos servidores, como os médicos, dentista, professores e demais servidores universitários , tiveram menos de 5%, o que justificaria a reivindicação das perdas", comentou. (GS)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Gastos suspeitos levam MPT a investigar sindicalistas. Diretores do Sindicato dos Servidores gastaram cerca de R$ 74 mil com combustível

OPOSIÇÃO SINDICAL CUTISTA MUNICIPAIS DE RIBEIRÃO PRETO

Infelizmente mais uma vez o nosso sindicato virou notícia, os gastos dos "Atuantes" estão sendo investigados pelo MPT, além disso segundo o MP existe indícios de possível de crimes de desvio finaceiro.

Mas neste momento devemos pensar na data base, vamos lutar para ajudar aconseguir o melhor para todos nós Servidores. A Prefeitura já ofereceu os 4,31% de perdar com a inflação solicitado Pelo Presidente do Sindicato, "infelizmente ele não ouviu a categoria e pediu pouco e parece que esqueceu as perdas do governo passado".

No Vale alimentação o pedido foi o mesmo 4,31% e a Prefeitura ofereceu 13,84%, também informou que o pagamento da licença prêmio começa em julho. Agora dia 18 haverá nova Assembléia e devemos ficarmos atentos aos números e como já está marcado o indicativo de greve para as zero hora do dia 23 de março esperamos que a Direção do Sindicato esteja preparada tanto politicamente como juridicamente para nos defender.

Pelo Servidor Sempre!

Alexandre Pastova



Quarta, 17 de Março de 2010 - 00h01 - http://www.jornalacidade.com.br/editorias/politica/2010/03/17/gastos-suspeitos-levam-mpt-a-investigar-sindicalistas.html
matéria na íntegra no jornal A Cidade do dia de hoje 17/03/2010

Gastos suspeitos levam MPT a investigar sindicalistas
Diretores do Sindicato dos Servidores gastaram cerca de R$ 74 mil com combustível

Hélio Pelissari


O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga denúncias de gastos de mais de R$ 74,6 mil de combustíveis feitos pelo Sindicato dos Servidores Municipais. O processo está em fase final de análise pelo MPT.

A denúncia foi encaminhada pelo Ministério Público Estadual e diz respeito a gastos que foram feitos entre abril de 2006 e fevereiro de 2007. Segundo o promotor da Cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira, a denúncia foi encaminhada para a promotoria que a remeteu para o Ministério Público do Trabalho.

O presidente do Sindicato dos Servidores, Wagner Rodrigues, confirmou os gastos e os considerou "normais". Segundo ele, são 11 diretores que abasteciam seus carros para deslocamentos a serviço da entidade. O sindicato gastou em média R$ 7.465,00 por mês de combustíveis. Se considerado o preço médio do álcool em Ribeirão Preto, este valor é suficiente para comprar 4.755 litros de álcool em 30 dias.

A reportagem de A Cidade teve acesso aos pagamentos de combustíveis que ocorreram no período da denúncia, e os valores foram pagos a dois autopostos. Somente no mês de abril, o sindicato gastou R$ 9.918,00 com combustível, o equivalente a 6.317 litros de álcool. No dia 10 de abril, o sindicato fez o pagamento de R$ 6.499,98 e dois dias depois foi feito um outro pagamento, para o mesmo posto de R$ 1.215,00.

Sem carros

O presidente confirmou que na época o sindicato não possuía carro e que o combustível foi gasto com o abastecimento dos carros dos próprios diretores para visitarem as bases. "Temos 300 locais onde os servidores trabalham e que precisamos visitar e estar presente".

Segundo o presidente do sindicato, hoje a entidade gasta a mesma média de combustíveis, apesar de ter cinco carros próprios. Ele informou ainda que a entidade deverá estar ampliando a frota este ano para poder atender as necessidades cada vez maiores. Para o presidente, o motivo é que a entidade tem uma atuação forte junto as suas bases.

Rodrigues afirmou ainda que as denúncias foram feitas pela administração anterior que ficou mais de 10 anos no sindicato e não gastava porque não tinha uma atuação forte. "É mais importante saber onde eles gastavam o dinheiro", disse Rodrigues, que também fez parte da diretoria anterior, antes de romper com o grupo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Servidores municipais aprovam greve! Mas a Prefeita ofereceu o que o Presidente do Sindicato pediu!

Servidores municipais aprovam greve

Paralisações começam à zero hora de terça-feira

Cerca de 400 servidores municipais de Ribeirão Preto participaram no início da noite desta terça-feira (16) de uma assembléia em frente à sede do Sindicato. Por unanimidade os trabalhadores decidiram por uma greve geral a partir da zero hora de terça-feira, dia 23. Na próxima quinta-feira (18) a categoria realizará nova assembléia para avaliar a situação.

O Presidente do Sindicato reivindica 15,89% de reajuste salarial. O índice é a somatória das perdas salariais do exercício de 2009, no percentual de 4,31% (IPCA), cumprimento do acordo de 2009, referente aos 2% que deveria ser destinado ao pagamento do seguro de vida e aumento real, no percentual de 9,58% (totalizando o percentual de 15,89%) a ser aplicado aos vencimentos mensais integrais a partir de 1° de Março de 2010. O mesmo índice é reivindicado para o Vale-Alimentação, retroativo a 1° março de 2010.

A prefeitura apresentou uma proposta com reajuste salarial de 4,31% no salário; reajuste do Vale-Alimentação de R$ 351,00 para R$ 400,00 que dá aproximadamente 14,20%; pagamento da Licença-Prêmio a partir de julho de 2010; e abertura de um edital de licitação para a elaboração do Plano de Carreiras, Cargos e Salários a partir de maio deste ano. A proposta do governo municipal não foi colocada em votação. A nossa grande dificuldade foi que o pedido do Presidente do Sindicato não totalizou as perdas dos últimos 5 anos e sim só a deste ano o que dificulta as negociações e o questionamento na justiça mais uma vez poderá ser desfavorável aos Servidores pois o oferecido em perdar foi o pedido pelo Presidente do Sindicato.

Já o vale alimentação terá um reajuste de 14% menos das perdas dos ultimos 5 anos mas muito mais que o pedido.

sábado, 13 de março de 2010

PRESIDENTE DO SINDICATO SERVIDORES WAGNER RODRIGUES APRESENTA PROPOSTA DE PERDAS NO VALE ALIMENTAÇÃO QUE NÃO COMPRA NENHUM REFRIGERANTE CAÇULINHA

OPOSICÃO SINDICAL CUTISTA MUNICIPAIS DE RIBEIRÃO PRETO


A proposta de reajuste no Vale Alimentação apresentada na pauta de reivindicação não dará para o Servidor de 40 horas comprarem nem ao menos um refrigerante caçulinha e ou cinco balas, isto mesmo aquele pequeninho. Em porcentagem foi pedido apenas 4,31% o que significa um aumento total no V.A. de um pouco mais de R$15,00 se dividirmos pela média de 23 dias de trabalho o Servidor terá no máximo R$0,65 isto mesmo sessenta e cinco centavos e os Servidores de 20 horas R$0,33 trinta e três centavos.

Quando foi realizada a Assembléia alguns Servidores incluindo este fizemos um pedido de aumento de R$ 200,00 no V.A e também nos valores recebidos pelos aposentados e pensionistas, devido às perdas dos últimos cinco anos com o aumento do valor da cesta básica, que ultrapassou a casa dos 38%.

Mas infelizmente o atual Presidente preferiu, não sei por que, manter o pedido na integra da proposta apresentada pela Diretoria do Sindicato que foi de 4,31% de perdas com a inflação.

Agora no dia 16 devemos ir à Assembléia e cobrar da atual diretoria uma posição, ou fica do lado dos trabalhadores ou vai continuar a ajudar as Administrações?

Quando converçamos com os Servidores eles não conseguiam acreditar que o pedido tinha sido feito pela Direção do Sindicato, alguns achavam que era a proposta da Prefeitura, mas quando informamos que era do Sindicato foi a maior deccepção. Vale aquele ditado "quem pede pouco, pouco ou nada recebe"!

Aliás, estamos preste a ter um golpe eleitoral, pois a eleição que deveria ser até o meio deste ano só querem fazer no final de 2011. Mas nós da Oposição logo que termine a data base estaremos convocando a base para que decidão sobre as eleições.

Servidores digam não aos pelegos e vamos exigir uma data base em que nós não percamos ainda mais!

Rua: Visconde de Inhaúma – 868 – Centro – CEP 14010-100 – Ribeirão Preto/SP
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sábado, 6 de março de 2010

Devemos crescer mas sempre com Democracia!

Para construirmos um país melhor temos que sempre lembrar que no passado as atrocidades eram guardadas no fundo do baú e com muitos cadeados. Veja a dificuldade para conseguirmos os documentos dos torturados e mortos em uma época remota. Que segundo o grande cantor Gonzaguinha "era um tempo que lutar pelos direitos era um erro de morte"

Hoje tudo é apresentado pela imprensa, a polícia federal constantemente vem cumprindo seu papel, não importando se é do povo e ou figurões, como é o caso do Arruda.

Nos estados as dificuldades são maiores, pois o modelo de Polícia ainda é o da Ditadura e só agora os municípios estão assumindo ainda de forma discreta o papel na segurança pública, acredito por causa das "forças ocultas".

Estamos passando por um período de mudanças e as legislações devem acompanhar democraticamente estas, mas sempre devemos lembrar que nós cidadãos temos o papel mais importante, o voto, é nele que está a esperança de um futuro melhor, é nele que podemos fazer de nossos legislativos e executivos a construção de um país melhor, sem descriminalização, preconceito e sem desigualdade.

No Estado de São Paulo, por exemplo, vem crescendo a máquina do pedágio e com isso diminui nosso poder aquisitivo, pois tudo é repassado e no final é o povo quem paga, a educação entrou e se não faltar passou, muitos dos nossos filhos terminam o ensino sem ao menos saber ler e escrever, a monocultura da cana de açúcar na em parte do interior toma conta, em outras o pinus e o eucalipto e o que fazemos além de sentar em frente a televisão para vermos as notícias e ou lermos nos jornais?

Talvez esta é a pergunta que não queremos responder e com isso nossos legislativos cada vez mais tem a cara dos grandes empresários e senhores da riqueza do Brasil.
falo do legislativo pois deveria ser os representantes do povo, mas pergunto quantos dali são oriundos da classe operária (trabalhadora), quantos são de cor negra e ou vermelha? Quantos moraram e um barraco e ou em um conjunto popular? Quantos passaram fome por terem seus pais demitidos sem justa causa de um fábrica? Quantos freqüentaram uma escola pública no seu ensino fundamental e ou precisam do serviço público de saúde?

Quanto dali conhece a realidade da Segurança do País e ou participaram no mínimo da Conferência Nacional de Segurança Pública, para sentirem o anseio de mudanças clamadas pela sociedade?

Infelizmente a resposta será menor que o índice de melhoria apontado pelo SARESP de nossos filhos na Educação Pública aqui em São Paulo.
Mas não devemos desistir e temos que sempre lutar pela garantia do direito às garantias mínimas que a nossa constituição dá ao nosso povo e sempre um Estado Democrático de Direito.

O Estado de São Paulo precisa de um rumo novo, não podemos ficar sem fazer nada e vendo cada vez mais nossos professores, profissionais da segurança pública, da saúde e infraestrutura terem seus salários arrochados. São 16 anos de puro abandono, continuamos a ser o mais rico, mas esta riqueza está nas mãos de poucos, cresceram drasticamente o número de sem tetos, de pais e filhos desempregados e novamente afirmo não podemos ficar calados e tenho a certeza que a nossa voz será ouvida nas urnas!

Pelo Servidor Sempre!
Alexandre Pastova
Diretor FETAM/SP-CUT
Coordenador da Oposição Sindical Municipais de Ribeirão Preto.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Prefeitos da região reagem à representação feita pela polícia contra ação integrada das GMs

Mais uma vez alguns comandantes da PM provam que não sabe o que é viver em um regime de Estado Democrático de Direito e de união entre os equipamentos de segurança pública. O interessante é que quando vão para a reserva (aposentam) correm nas prefeituras para pegar uma boquinha nos comandos das Guardas, assim aconteceu já com vários na Região de Ribeirão Preto e em todo Brasil.
Agora foi a vez do Comando de Campinas, mas infelizmente não obteve êxito, pois os Prefeitos reverteram contra ele às denúncias e agora pode ser processado por crime contra a administração pública.



Por isto a necessidade urgente da desmilitarização das Polícias que devem ser para apoio e defesa da população e não para ficar sentado atrás de uma mesa sem fazer nada e criticando àqueles que fazem.

Nos da AGCMRP e da FETAM/SP-CUT continuaremos a defender as diretrizes e propostas aprovadas na Conferência Nacional de Segurança Pública e principalmente luta pela aprovação da PEC 534/2002 e pela independência das Guardas Civis Municipais e Metropolitanas, que devem ter comando próprio e ou civil.

Queremos dar parabéns ao repórter Venceslau Borlina Filho pela coragem de fazer a matéria e realmente mostrar quem é que hoje realmente pensa na segurança da população e aqueles que ficam fazendo demagogia e ganhando do erário público sem realizar suas funções.



DEÚNCIA DA PM CONTRA GCM ABRE CRISE NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

Prefeitos da região reagem à representação feita pela polícia contra ação integrada das GMs


Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
venceslau.borlina@rac.com.br

A representação do comando do 35º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Campinas contra as guardas municipais (GMs) de Itatiba, Valinhos e Vinhedo no Ministério Público (MP) abriu uma crise institucional entre a corporação e os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Indignados com a medida, a maioria dos chefes de Executivo aprovou ontem, durante a 100ª reunião do Conselho de Desenvolvimento, uma moção de repúdio ao comando do batalhão e um pedido de audiência com o governador José Serra (PSDB) e com o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. Também ficou definido que o presidente do conselho e prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), vai buscar o diálogo com o comando da PM para que seja retirada a representação e negociado um acordo.

O comandante Wagner Benedito Lopes Telles assinou a representação após uma ação simultânea e inédita das guardas, em novembro do ano passado, para combater a criminalidade nos três municípios. A operação integrada incluiu blitze nos acessos às cidades, com abordagem a motoristas em busca de drogas e armas, e fiscalização de veículos. A acusação foi de que houve intromissão na competência constitucional da PM, de atividade ostensiva e preservação da ordem pública. Segundo Telles, às GMs compete apenas a proteção dos seus bens, serviços e instalações, como previsto na Constituição Federal.

Os prefeitos ainda tentaram um acordo com o comando geral da PM na região para que o impasse não fosse levado ao governador. A portas-fechadas, eles se reuniram para tentar convencer, sem sucesso, o subcomandante da polícia na região, Hudson Tabajara Camilli, a retirar a proposta. Presente à reunião, o comandante-geral da PM na região, Almir Gonçalves Albuquerque, deixou claro que a corporação não vai permitir a intromissão das guardas, exceto quando em operações conjuntas e no exercício de polícia administrativa, de combate às questões da Fazenda Pública Municipal e não de combate ao crime.

Desrespeito

Responsável por trazer o caso à tona no Conselho da RMC, o prefeito de Vinhedo, Milton Serafim (PTB), disse que o Município foi desrespeitado pela PM na representação. O petebista citou um trecho em que o comandante da PM diz que os municípios, ao invés de empenhar recursos nas guardas fora dos limites que lhe são garantidos, deveriam investir em infraestrutura e melhorias nas vias de trânsito. “É um desrespeito com o prefeito e com a Guarda (de Vinhedo). Não posso aceitar isso”, afirmou. Serafim disse que os prefeitos são cobrados por mais segurança pela população e que o objetivo das ações é o combate ao crime e não uma intromissão. “Gasto R$ 1 milhão por mês com a Guarda. Se a polícia tiver quem supra (a segurança), eu invisto o dinheiro nas outras áreas.”

Reis, embalado pelo discurso do colega, disse que o Estado, por sua ineficiência, não consegue garantir o policiamento e que as guardas são fundamentais nos municípios. Assim como Vinhedo, o prefeito de Jaguariúna disse que paga um bônus aos policiais militares da cidade e que busca a integração, inclusive, com o conserto de viaturas e aluguel de imóveis, entre outros. O prefeito de Monte Mor, Rodrigo Maia (PSDB), incrédulo com a representação da PM, disse que a medida foi equivocada e ressaltou os avanços obtidos pela Guarda Municipal da cidade, como porte de arma, acesso ao Infoseg (rede de dados da polícia) e ações de combate ao crime. O prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PT), identificou o impasse entre a PM e os prefeitos diante da representação e cobrou uma solução para o caso.

Em Valinhos, guardas chegam antes e frustram assalto a joalheria

Acusada de extrapolar suas funções, a Guarda Municipal de Valinhos prendeu ontem três homens durante um assalto a uma joalheria, no Centro. A quadrilha armada com revólver 38 e uma pistola 380 invadiu a joalheria, rendeu dois funcionários e um cliente. A GM foi acionada junto com a Polícia Militar. Os guardas chegaram antes e os criminosos se renderam. A PM enviou quatro viaturas ao local, mas como os guardas já tinham detido os acusados, não foi necessário a atuação dos policiais.